segunda-feira, 6 de outubro de 2014

RESENHA: Sábado à Noite3 - Com Amor e Música



       Primeiro, quero dizer que essa trilogia é muito especial pra mim. Representa e me lembra tanta coisa, que li este último livro com uma sensação saudosa. É um daqueles que leio tudo: as abas, capa, contra capa, os agradecimentos, dedicatória, até sobre a edição. E já comecei me emocionando nos agradecimentos...

Falando da trilogia, devo dizer que as capas estão na minha lista de preferidas (as 4), que adorei os prefácios feitos por blogueiras, que as frases dos leitores na contra capa foi uma ótima ideia, que em vários momentos fiquei com raiva do casal protagonistas, e que aquela sensação de amor à música, de companheirismo entre amigos, e até uma certa nostalgia (pelo menos pra mim), prevaleceu em todos os livros. Também notei alguns erros de digitação, mas poucos.

 Em Com Amor e Música, a Scotty está no topo das paradas nacionais (e sua maior concorrente é a NxZero. Achei isso divertido). Quatro anos se passaram, e Kevin convida a todos para seu casamento (como vimos no final de SAN2). E lá acontecem reencontros que mexem com as personagens, que se distanciaram nesse espaço de tempo.
 Quando Amanda e Daniel se reencontram, estão soltando faíscas. Eles resolvem que têm que agir de modo diferente dessa vez. Tentam se arriscar mais.
 Daniel está levando uma vida de rockstar bem complicada (literalmente sexo, drogas e rock'n'roll). E Amanda, que se mostra muito mais madura, quer ajudá-lo (ela me surpreendeu, foi muito persistente).

 No começo fiquei com muita raiva do Daniel. Eu não o reconhecia, estava longe daquele maroto que era. Todos os meninos estavam diferentes, o sucesso fez isso.
E pra piorar um pouco a situação, o produtor da banda não quer que eles assumam namoros publicamente... Junte a isso algumas fãs sem noção, e membros da banda tendo certas recaídas. Mas tudo o que passam serve pra provar como a amizade deles é forte.

Neste livro as personagens estão com 21/22 anos, são jovens adultos, mais maduros (ou não). Soma-se o fato de que este livro foi escrito com alguns anos de diferença dos dois primeiros. Ou seja, ele é diferente dos outros. A escrita da Babi continua muito boa. Os diálogos estão ótimos, com essa linguagem jovem característica da autora.

Pra quem não sabe, a Babi tem a síndrome de Avril Lavigne: não envelhece. Na verdade, se você olhar as fotos das abas dos livros, vai perceber que com o tempo ela está ficando mais nova. O que é um ponto positivo para os livros, já que a autora permanece jovem.
Existem aqueles livros que você sente vontade de namorar o mocinho. Em SAN, além dessa vontade, também tem a de se tornar amiga da Scotty e das meninas.
Durante a leitura, procurei e escutei todas as músicas citadas que não conhecia (adorei I'll follow you, do Shinedown). Confesso que a parte das drogas, violência e outras coisinhas mais me assustaram um pouco, mas eu gostei porque essa é uma realidade sobre bandas, e não seria legal esconder isso em um livro sobre uma banda...

No final achei que algumas questões não foram muito bem resolvidas. Mas é impossível resolver todos os problemas da sua vida com seus 22 anos... Também achei que, algumas vezes, faltou comunicação entre Amanda e Daniel.  Mesmo assim, adorei o livro. É mais realista que os anteriores. Nos faz pensar em como é a vida dos integrantes de uma banda e das pessoas pessoas ao seu redor.
Foi muito bom, depois de tantos anos, ler algo novo do universo de Sábado à Noite. E deu vontade de ler mais. Mas acho que a estória parou no ponto certo! Com algumas dúvidas e outras certezas, assim como é a vida.

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